Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Diga o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego. Era ele estar por longe, e eu só nele pensava. E eu mesmo não entendia então o que aquilo era? Sei que sim. Mas não. E eu mesmo entender não queria. Acho que aquela meiguice, desigual que ele sabia esconder o mais de sempre. E em mim a vontade de chegar todo próximo, quase uma ânsia de sentir o cheiro do corpo dele, dos braços, que às vezes adivinhei insensatamente – tentação dessa eu espairecia, aí rijo comigo renegava. (…)
— Guimarães Rosa.  (via forcejar)
4/03/12 2:27 pm
Mas eu sou estranha mesmo
Gosto do que é diferente
Do que ninguém gosta
E morro de tédio com o normal
Deve ser por isso
Que eu não me encaixo nesse mundo.
amargurou (via amargurou)
4/03/12 2:27 pm